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Realizar pagamentos com cartão é um dos hábitos mais comuns em todo o mundo. Mais seguro, prático e funcional, fazer compras com cartões de crédito e débito movimenta significativamente a economia todos os anos.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), no ano de 2015, por exemplo, o mercado de adquirência nacional movimentou R$1,08 trilhão em transações, chegando a R$ 676 bilhões em compras com cartões de crédito e R$ 400 bilhões no débito, garantindo um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Agora, em um 2017 ainda mais tecnológico, promissor e sempre em busca de mais praticidade, esse número deve ter avançado proporcionalmente.

Um curiosidade é que mesmo com a evolução do e-commerce e a utilização cada vez maior desse meio de pagamento, muitas pessoas ainda não sabem como as transações são processadas: seja quando o cartão é inserido na maquininha ou, no caso de uma compra online, a partir do momento em que o comprador insere os dados no site do estabelecimento. Vamos explicar!

Compras em lojas

Em lojas físicas, para que o pagamento realizado com cartões obtenha êxito são necessários três players. Saiba mais sobre cada um deles:

Adquirente: ao inserir o cartão de crédito na maquininha, ela opera como um gateway de pagamento do mundo físico, transportando as informações da transação para o adquirente. De lá, os dados seguem para a bandeira e para o banco emissor. Os adquirentes têm grande influência no mercado de meios de pagamento: eles oferecem estrutura (máquinas POS) e cadastram os estabelecimentos comerciais, liquidando transações financeiras com os varejistas.

Bandeira: são as empresas que conectam os adquirentes aos bancos emissores  e regulamentam as transações realizadas entre as duas partes. Também são as bandeiras que determinam algumas questões, como a quantidade de parcelas disponíveis para a divisão de compras, por exemplo.

Banco emissor: é quem emite os cartões e também concede os limites e os créditos ao cliente. Ao receber os dados de uma compra, o banco faz a autorização (reserva o valor na conta do comprador final) e captura (realiza a cobrança) a transação. Depois de aprovada, ele faz a liquidação com o adquirente.

Em suma, é transação se dá assim: quando o cartão de crédito é inserido na maquininha, ela opera como um gateway do mundo físico e transporta as informações ao adquirente. De lá, os dados seguem para a bandeira, e da bandeira para o banco emissor. O banco emissor verifica se há saldo suficiente na conta do comprador e então autoriza ou nega a compra.  Se aprovada, a informação percorre o caminho inverso e ocorre a cobrança do valor (captura). Em compras à vista, o banco emissor liquida a transação com o adquirente que, por sua vez, liquida com o varejista. Caso a compra tenha sido efetuada de forma parcelada, o adquirente liquida com o varejista também de forma parcelada.

Compras online

Na realização de compras pela internet, também há alguns players envolvidos para que a transação ocorra com êxito. São eles:

Subadquirente: contratado como uma alternativa aos adquirentes e realizando as mesmas funções,  possui baixo custo de implementação e fácil integração. Atuando como um serviço terceirizado, é ele que opera os fluxos de informação e de dinheiro, ficando responsável por transportar os dados da transação ao adquirente e liquidar os recebíveis junto aos varejistas.

Gateway de pagamento: interface que transporta informações da transação para o adquirente – por ser apenas um canal de comunicação, consegue transmitir de forma 100% transparente os dados dos varejistas. No caso da implementação de um gateway, o adquirente ainda é responsável pelo fluxo do dinheiro – comparado a outros meios de pagamento, o gateway é o que possui maior custo de implementação, pois ainda requer a contratação de antifraude e conciliador de recebíveis.

Antifraude: como no mundo online não há os mesmos mecanismos de segurança disponíveis em uma transação presencial, como chip do cartão de crédito e a presença física do comprador, esse player que vai analisar o nível de risco da compra. Ele confere informações como endereço de IP e localização geográfica do comprador, por exemplo.

Resumindo, em uma transação online, o subadquirente transmite as informações para o adquirente – de onde seguem seu trajeto normal para a bandeira e o banco emissor. Assim como na compra física, o banco emissor verifica se há saldo suficiente na conta do cliente e aprova ou nega a transação. Depois de autorizada, a informação percorre o caminho inverso e ocorre a cobrança do valor. Na maioria das vezes, o subadquirente antecipa as vendas a crédito compulsoriamente para o lojista, sendo ressarcido posteriormente pela instituição financeira.

De olho no seu negócio!

Ter um meio de pagamento moderno e ágil no seu negócio facilita e agrada os compradores, mas, sobretudo, aumenta suas vendas e a carteira de clientes! Segundo uma pesquisa do Google divulgada no ano passado, as vendas pela internet devem dobrar até 2021, crescendo em média 12,4% ao ano, chegando a R$ 85 bilhões.

FONTE: Blog Pagar.me – Blog Algar Telecom – G1